quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Meus carrinhos













Hoje já não tenho mais meus carrinhos
Suas rodinhas se perderam por entre
Móveis vermelhos que o tempo também já levou
Hoje já não tenho meus brinquedos
E não é o mesmo também meu sorriso
E, nem tudo é fácil e prazeroso com era há pouco tempo atrás
Hoje já não tenho a inocência que tinha
E a capacidade de me preencher com coisas bobas
Meus sorrisos são mais exigentes
Minhas atitudes mais conservadoras
Embora muitas vezes extrapole
E ignore as regras deste sistema
Embora às vezes eu fuja às minhas responsabilidades
Claro! É extremamente difícil encarar o real...
As tardes de domingo na roça ou nos parques
Tornarem-se apenas lembranças
E fotos velhas que já se desgastaram de tanto serem olhadas
Essas tardes foram extintas
Embora o parque continue lá, no mesmo lugar
Às vezes o domingo amanhece lindo com sol irradiante
E céu azul sem nuvem nenhuma
E a gente nem pode notar
Hoje eu já não tenho meus carrinhos
E ainda que os tivesse
A perversidade com que nos olha o mundo
Nos impediria de brincar . . .

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

...de uma palavra















Neste momento tão mesmo
Uma palavra me beira...
Se encosta nos meus ombros... me cheira
Neles faz carinho... e meu rosto beija

 Neste instante tão fugaz
Poesia no meu canto se faz
Uma palavra me rodeia
Me oferece um diálogo
E se deixa roçar meu braço
Essa palavra me ama e me odeia

Essa palavra me chama
Me espera na cama
Na cabeceira...

Essa palavra me dá alegria
Às vezes por ser tão grande me irrita
Ela não me chama
Antes, me grita! Num sussurro provocante...
Mas vou confessar uma coisa
Essa palavra não é minha
E então a expulso de mim
Meu corpo não quer palavra nenhuma agora
Ordeno a ela: se ponha daqui pra fora!

E não adianta, nada acontece...
Eu recebi a palavra na minha prece
Devo conjugá-la, misturá-la
Envolvê-la com substantivo, adjetivo e advérbio
Pois todos nós somos filhos da mesma palavra:
a saber, o verbo!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pra Ti




















Nessa hora, com a noite já no fim
no mais perfeito silêncio se cria
entre um sussurrar e uma Ave Maria
Um poema, enfim!


Para ti e mais ninguém
Farei com meus versos
Possibilidades de caminhos diversos
Rezas, são versos de amém!


Nessa hora que a noite chama o dia...
E o sol se apressa no céu para não se atrasar...
Que digito, entre um grito e um grilo
No mais secreto sigilo...
Palavras de amor para ti...


Eu que já não creio em corações...


Nessa hora que te busco e só me acho
Estou já... tão em  ti, que não sei onde é meu fim
Nessa hora que não resta nenhuma palavra só minha
só advém de você... Toda a força que eu tinha... 


Eu que não tenho crença nessas orações...


Procuro palavras sozinhas
Todas são para ti e ainda assim são minhas
Em paz escrevo nessa hora
E no título me atrevo:  nossa história!


Ok, a foto não tem nada a ver mesmo, mas e daí?! rs

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O que aprendi...














Ao longo dos anos aprendi que as pessoas têm de entender que toda grande conquista se dá aos poucos! E que amar talvez seja se dedicar ao máximo a uma incerteza chamada 'o outro'. Que na vida ou você diz não para algumas coisas ou você diz não pra você! Que é preciso ter cuidado para não cair na mesmice de se julgar diferente. Que o que é alheio, como a palavra sugere, desculpe, mas não TE INTERESSA!

Que sites de relacionamentos são entretenimento, não o nosso coração! E que a nossa vida... as coisas que fazemos; estar com alguém... seu tipo de relacionamento não se determina pelo seu status... e que na foto do perfil todo gato é pardo!

Aprendi também que não se deve escolher uma pessoa por considerá-la gostosa... dependendo da fome até um ovo frio é considerado gostoso...

Que quando você espera a vida inteira por uma coisa, se frustra... porque esperar só não basta. Tenha atitude!

Que Tudo é uma questão de prioridade... Se não prioriza, não ama... e que o Amor é algo irracional: 7 bilhões de pessoas no planeta e você sofrendo porque UMA te ignora... Que saudade é tempo... que o coração não sabe medir e que não tem algo que dê mais sono do que dormir...

Que a linha que separa a loucura da genialidade é muito tênue; e isso só me faz crer que foi por muito pouco que não me tornei um idiota...  e que para pessoas que te acham um idiota, não se deve dizer nada... amanhã ou depois vão desejar ser idiota para estar no lugar onde você chegou! Que muitas pessoas não amam por medo de não serem amadas. E que eu estive aqui todos os dias... à espera de ser amado! Que quando a dor aperta, você quer sumir, mas não pode! Que se deve abandonar as pessoas auto-suficientes; elas se bastam! Que qualquer um pode ter tudo que desejar... porém cada coisa tem seu preço...

Entendi que no doze de Junho, não se deve praticar a inveja! Que não é possível que algumas pessoas realmente acreditam no absurdo que andam falando! Que se deve evitar as "Comédias românticas"... para alguém desiludido pode ser fatal. Que algumas pessoas nasceram com os ouvidos virados pra dentro e só escutam a voz que vem do coração!

Que muita gente confunde dor de dente com cor de gengiva... gengiva é a parte vermelha e dente a amarela.. Que tem homem que se desespera ao ver uma mulher... como que querendo tomar dela algo que por puro instinto julga ser seu... contudo não entende que a parte tomada para criação da mulher foi a costela e não a bunda. Que com o passar do tempo as coisas vão mudando... quando eu era pequeno nenhum amigo meu queria tomar bomba... hoje em dia todos estão tomando. E o pior... nas veias!

Que quando se aposta todas as suas fichas no cavalo errado, um dos dois era um burro! Que é difícil de entender como tanta gente coloca os pés entre as mãos, não me parece nada confortável...  Que estamos caminhando a passos largos para um tempo em que a maior comunidade de pessoas do mundo se chamará SERASA. Que o mundo é desigual! E que calado eu já estou errado!

Ai.. ai... no decorrer desta caminhada percebi que quando você começa a cortar as futilidades da vida... e o primeiro medo que dá é de não sobrar nada, alguns conceitos precisam ser revistos. Que sou professor e devido ao descaso para com esta profissão, preferi não sê-lo!

Que saudade é um sentimento que vem nos jogar na cara que tudo aquilo que não demos valor um dia... era bom... Que as pessoas que não te compreendem, não sabem que não viemos ao mundo para sermos compreendidos e sim felizes! Que têm dias que são mais difíceis mesmo... que sinceridade não se constrói com palavras. Que não importa o quanto você teime ou bata cabeça, no final de tudo o que você mais quer é uma boa companhia para compartilhar o melhor da vida...

 Por fim reconheci que sem Deus não somos nada! Que só Ele conhece nossa luta, nosso caráter, nossa conduta; descanse n'Ele! Senti que as primaveras, os verões, outonos, invernos, sóis e chuvas são essenciais, independente das viagens que temos marcadas. Aprendi que não há nada mais determinante na vida do que... diga-me com que tu andas que te direi que és! E que apesar de todos os contratempos, obstáculos, empecilhos, devaneios, não se pode nunca perder a esperança em um novo dia de sol. Amém.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Acabou



















Acabou. Acabou o que não era
Ou o que era e penso que não foi porque não vejo agora.
Acabou!
Acabou a relação como que um contrato de aluguel que chega ao fim...
Acabou!
E é tão triste isso, pensar com este pensamento moderno que faz tudo tão descartável...
Como se a vida fosse um destes programas de talentos que após mais uma apresentação
Nosso ego de jurado ignorasse todo o suor derramado pelo protagonista e disséssemos:
Pra mim é não, próximo!
Acabou! Como um jogo de futebol no qual o resultado não agrada a ninguém...
E a culpa recai sobre as costas do juiz!
E não importa como acabou você se sentirá o juiz...
E haverá uma torcida inteira gritando dentre de você: burro! Burro! Burro!
Acabou, por não ter começado!
Por ter se perdido diante do nosso nariz...
Por ter sido abortado...
Ou nascido sem raiz...
... por falta de toque ... de olhos nos olhos
Acabou... por ser semeado e regado a risadas sem som
Abraços sem cheiro... choro sem lágrimas... cumplicidade sem verdade
Carinho sem toque... beijos sem batom...
Não, não morreu! Pra morrer necessitara ter nascido.
Não, não foi destruído! Para ser destruído necessitara ter saído do papel.
Tudo o que me disses, não foi dito, só escrito...
Acabou! Pois um de nós é livre, independente, auto-suficiente e moderno demais...
Já o outro é carente, imaturo, infantil e, mais... cobra um amor que inventou!
Acabou!  E mesmo antes de acabar... já deixou uma saudade inacabada
Uma dor engarrafada...
Um despeito que faz o peito querer gritar
E uma vontade tremenda de re-começar!

domingo, 25 de setembro de 2011

Antes do Antes


















Antes do Antes, só havia o Antes!
E só depois, muito depois, veio o que antes não havia!
E antes de haver, aquilo que depois houve,
Houve grande dúvida se aquilo que houve depois
Deveria mesmo haver!
E depois de muito se questionar
Houve enfim uma solução,
Tudo o quanto hoje há, haveria...
Mas com uma condição:
Era preciso que antes que houvesse tudo quanto hoje há
Houvesse aquele que tudo iria criar!
Aquele, que por intermédio d'Ele, tudo se fará!
E Este, grande em poder, houve por si mesmo, antes mesmo de haver!
Fez-se! E se tornou!
Não para que pudesse fazer com que houvesse algo
Mas para que nós havendo crido nisto tudo que há
E Neste que desde sempre há,
Pudéssemos entender, o que hoje vemos,
Sem ter que nos perguntar:
De onde veio tudo isso? de onde foi que viemos?
Pois já sabemos que tudo veio d’Aquele
Que Antes do Antes já havia e depois do depois, ainda haverá!
E Este, que se fez a si mesmo,
Fez também aquele que tentou o derrubar!
Aquele que um dia disse a Ele
Que Ele, como homem, o deveria adorar!
Aquele que, quando o que houve antes do Antes se perguntou,
Tentado por si mesmo, se deveria continuar,
se via assombrado por ele
Que nem mesmo existia, mas o futuro que prometia
Era de se espantar
Pois o Antes do Antes mesmo podendo tudo, tinha regras a observar!
Pois a lei, que criou para os outros,
Serviu também para si,
Para que os outros a enxergassem, a respeitassem,
E assim alcancem a Ele!
E Ele, que criou também o amor, derramou-se em amor...
Até mesmo sobre os inimigos seus e seu amor a Terra encheu!
E então, tanto amor, fez com que aqueles que não puderam amar,
Desejassem a dor, daquele que só Amor cultivou
Mesmo sobre aqueles que planejavam o crucificar!
E, com grande fúria, vencidos por si mesmos,
Cegos como nunca foram antes,
Decidiram que Aquele,
Que viveu antes do Antes, a Ele, iriam matar!
Matar, o que sempre viverá!
Este que se fez Antes do Antes então morreu no meio dos seus
E encontrou-se no lugar onde estava antes consigo mesmo
Sentado a sua própria direita, e então lhe chamamos de Deus!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Exata



















Uma parte minha
dentro de uma parte sua
Eis o milagre:
-uma parte nossa!

Oh Matemática burra
pensei que fosses exata
um mais um
agora é três!

sábado, 11 de junho de 2011

Não vale chorar...















Primooooo te amo...(antes antipáticos que falsos)

( ps: Legenda dela no seu Albúm família no Orkut
E quanta gente pensava que fôssemos primos de sangue!
E devo dizer que nunca tive com minhas primas a amizade que tive com você!)

Kathinha

É muito tarde pra dizer “eu te amo”
E como eu amo...
Cada vez que remonto aquele sorriso
grande, fácil
Eu sinto vontade de te abraçar de novo
De te apertar de novo...
Em tão pouco tempo seu sorriso me ganhou
Seu imenso amor encheu minha vida
Você veio pra nos conquistar e assim o fez
Se fosse possível de se arrepender de coisas impossíveis
Eu, certamente, me arrependeria de não ter te conhecido antes
Hoje me peguei chorando muito por você
Olhando nossas fotos querida
Menina sapeca... menina feliz
Teu maior sonho ainda está aqui crescendo
E você não está mais aqui pra vivê-lo
Você não sabe quantas lágrimas me custou este texto
E ninguém saberá o quanto me doeu escrevê-lo...
Hoje posso reconhecer com toda minha força a falta que você me faz
Hoje posso reconhecer porque você distribuía tanto amor
Talvez você tivesse aprendido antes do que todos nós
Que a vida é passageira demais
Você esteve presente aqui por perto de mim
E me deu todo o amor que tinha
Hoje não posso dizer que te amo
Mas te amo, minha menininha!
Já chorei tanto, mas vou chorar o quanto for preciso
Mas minhas lágrimas NUNCA serão maiores do que a força do seu sorriso!
Saudades!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

quando escrevo:



















eu sou a simplicidade
a subjetividade
a superficialidade
eu te empresto as minhas palavras
e te permito entendê-las como quiser
lê-las como quiser
não compreender
e até mesmo não ler
eu te empresto as minhas palavras
e permito a ti dançar com elas
cear com elas... deleitar-se... usufruir
transar com elas...
E até mesmo usá-las sem se envolver
Eu sou a simplicidade
E é com ela que te chamo à reflexão
E à descontração
E à pensar sobre questões bucólicas e complexas
E a esquecê-las e a caminhar sem pressa... com pressa
Na tranquilidade que teu coração te permitir
Eu sou o poeta e te ofereço o tempo
O vento... e te proponho o sonho, o dano...
Boas risadas por baixo dos panos...
E danço na chuva... e meu coração canta
E não quer saber se te encanta...
Eu sou o poeta e te dou meu pensamento
E compartilho o meu sentimento...
E toda minha poesia e superficialidade
E fragilidade...
Tudo! Tudo está à mostra
por mais contraditório que pareça
tudo nas tuas mãos
para que conheças...
Eu sou a subjetividade
Embora descortine em ti verdades profundas...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ela sumiu













Ela sumiu
com tantas razões para não
sumiu
ela não quer mais saber de nada
de Orkut
twitter
canções de Lennon
era hora de sumir
na vida, e não na vida
temos que saber nos situar
no tempo que vivemos
e sumir
nada mais é que assumir uma identidade
dar um grito
girar em torno de si
até que tudo encha o saco
e com aquela velha cara de pau
enjoada de si
possa dizer renovada, ou ao menos maquiada:
voltei!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

(... Não vá chorar...














daria...
daria sim...
daria, claro que daria!
mas eu não quero mais...
daria!
daria... eu sei
daria, eu sei que daria
mas eu não quero mais
mas é sempre bom lembrar:
daria!
daria sim
claro que daria
mas pra que pensar que daria?
Não deu! Não foi. Não fui...
não fiz, não tentei
Não tentei, mas daria
daria... mas não deu
Não deu, no entanto, sabemos
temos a certeza idiota
A certeza idiota e besta neste momento
e algo força a cabeça pensar
e algo insiste em martelar e maetela e martelar...
e algo nos faz remoer
e algo nos comprova a todo instante
a mesma coisa.. e vem a mesma palavra
a mesma palavra a me incomodar
e surge ela sempre de algum lugar... aqui...
e talvez devesse estar:
decepcionado
frustrado
incoformado...
arrependido?
não sei, não sei se arrependido,
mas...
daria
daria sim,
Eu sei que daria!!!!

...pelo leite derramado...)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Teu próximo













Amarás ao teu próximo como ti mesmo?

Eles se odeiam
Se matam
Se drogam

Pobres próximos
Eles se matam!
E os próximos são vocês!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Naufragar?















... de mar em mar... não se afogar!

domingo, 8 de maio de 2011

It's a Mother

Hoje, 08 de maio de 2011, data em que se comemora o dia das mães, é um dia de contrastes. É curioso como nos deixamos influenciar por datas criadas sobretudo para inflamar o comercio e as vendas. Sim, natais, páscoa, dia das mães e dos pais foram instituídos pra isso. Porém, cabe aqui uma reflexão. Nós adotamos estas datas como dias felizes. Dias em que se espera casa cheia, mesa farta. Reunião familiar... nós recebemos bem estas datas, para homenagear nossos amados, embora tenhamos a consciência de que podemos fazer isto a qualquer dia, qualquer hora... estive refletindo sobre isto e passei a entender uma coisa. Uma data como essa, que às vezes, até passa despercebida, tem seu peso potencialmente agravado quando se tem de uma perda familiar. É simples, imagine você, um dia das mães quando você não tiver mais a sua. Imagine um dia dos pais, quando você não tiver mais o seu. Agora imagine um dia das mães para quem perdeu sua filha de forma trágica e brutal.


Este blog quer prestar uma homenagem as mães nesta data, sobretudo a uma em especial:















Isabella

Os anjos guardiões não estavam de plantão aquela noite? Estavam! Estava sim! O que então...? Há coisas que não se podem explicar... Não ainda... Seu sorriso continuará aqui, brilhando nas lembranças de todos que te conheceram e não... Quanto ao teu assassino, fique em paz! Pois ele não conviverá com essa palavra tão cedo. Bobagem nossa pensarmos em prisão agora. Bobagem, talvez, pensarmos em justiça. Destruir mais ainda o que por ele próprio já foi destruído! Sim, pequena criaturinha linda, em algum lugar que não sabemos onde, você sorri neste momento. Enquanto o terror continua aqui por perto de nós que ficamos. Enquanto a dor ainda assombra nós que aqui estamos.
Enquanto temos que conviver com o sensacionalismo brutal explorar tragédias como esta e fazer de assassinos... artistas, celebridades que faltam distribuírem autógrafos aos curiosos de plantão. Nós estamos aqui, chocados - sem chão, como virou moda dizer!

A indignação continua a comer conosco à mesa enquanto procuramos nos dicionários os significados de palavras como: justiça, respeito, amor...

Nos resta acreditar que haverá um dia ainda uma justiça que não seja do homem, nos resta acreditar que um dia seremos recompensados por tudo de bom que fazemos, nos resta acreditar que chegaremos lá... e cantaremos lindas canções em belos jardins e seremos felizes em um lugar melhor... quem sabe, um dia! Eu carrego dentro de mim esta certeza de que a vida não se limita a este plano. Carrego no peito a ingenuidade de uma criança como você, pra poder acreditar no impossível aos olhos do mundo. Mas possível, perfeitamente possível, para os simples de coração. Nos resta acreditar e seguir acreditando em coisas que parecem muito distantes.
E pensar que os anjos do céu estavam apostos naquela noite, estavam atentos naquele momento e, antes que tocasse o chão, alcançaram teu pequenino corpo e batendo suas grandes e lindas asas te conduziram aos céus!
Te levaram, princesinha, para um lugar infinitamente melhor para se viver do que aqui!














Is a beautiful child; Is a Bella!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Imposto

















Quando nasceste

no leito dum velho hospital
e choraste pela primeira vez
ainda nu
nas mãos de um médico,
a luva que ele usava,
muito custava
por causa dos muitos impostos

e digo-te mais
as fraldas encharcadas, por inteiras sujadas
desde a primeira, a mais barata e a mais cara,
não eram livres de impostos
Pelas balas chupadas,
chicletes mascados
E roupas compradas
Impostos nos são impostos

E na escola, a tesoura, a cola
Entre o ler e o escrever, o saber
Se aprende a conjugar o verbo pagar
Pagar! para estar em dia com os impostos

Sobre as minhas costas
Curvadas de velhas
As leis me são impostas
Sobre o teu sorriso
O chinelo de dedo
teu sonho, teu medo
Impostos te são impostos

Sobre tudo que pensas
Que ganhas, que cheiras
Respiras e sentes, pastas, dentes
Impostos te são impostos

Sobre o que já nem lembras
Sobre aquilo que dormes
Impostos foram impostos
Sobre aquilo que queimas,
Que escorre, que gruda
Que comes, que bebes,
Impostos já foram impostos

Sobre as gasolinas, mulheres
Meninas, danones, silicones
Ciclones, piscinas...
Impostos foram impostos...

Sobre a arma que atiras, o alvo que miras
Galinhas e patos, coelhos, macacos,
Impostos foram impostos

Por tudo que tens, carros, mulheres e bens
Cuecas, reféns, impostos foram impostos
Sobre essas linhas, vinhetas e vinhas, copos e cigarros
Ranhos, catarros, bombas de chocolate, tudo o que late
Que ladra e morde, sobre tudo e toda sorte
Impostos foram impostos

Se sentas em uma cadeira,
desde da madeira, impostos foram impostos
E o caminhão que a transporta,
desde a sua roda, impostos foram impostos
E o motorista e o pedágio na pista,
mais o combustível, e o empregado,
mais o dono da fábrica,
mais o preço de atacado, mais o lucro da loja,
mais a comissão do vendedor,
mais o preço do frete, impostos foram impostos

Impostores! Sempre impondo, impondo,
Impostos, impostos...
E de repente não pagas o IPTU,
e ficas sem-teto, carinho, afeto, na rua,
sob o olhar brutal da lua, livre de impostos
Com fome e frio, e ninguém te socorre, e morres,
e ninguém nem te viu...
Mas saibas que teu corpo ali no chão,
se ganhares um caixão, caixinha, ou caixota
As flores e o cimento, e choro e as velas,
pagarão teus últimos impostos!

terça-feira, 26 de abril de 2011

... mãos no bolso



















com as mãos nos bolsos
não se pode cair
não se pode abraçar
não se pode correr
não se pode lutar
não se pode beber
não se pode transar
pedir? mão se pode...
sonhar? talvez... talvez se possa sonhar
gesticular, não se pode
amar? se pode?
mas se entregar, se entregar não se pode
A indecisão é como a vida com as mãos no bolso
a indecisão te limita
te ata! mãos e as pernas
É preciso enfrentar a vida
o problema
a situação
o amor
o Não
o Sim
o que vier
e o que der
e o que não der
mas... tiremos as nossas mãos dos bolsos
com as mãos nos bolsos
todo cuidado é pouco

sábado, 16 de abril de 2011

Finalidade



















O amar é ridículo
Ama-se para quê?
Me explique! E me calo
Ama-se para ser amado? Poupe-se!
Responda se puder...
É difícil encontrar uma finalidade
Responda-me: ama por quê?
Incontestavelmente, irás sofrer
Dolorosamente irás viver
Inconstantes serão teus sorrisos
Chorosas serão tuas palavras
Únicos serão teus sentimentos
Lógico que não sei o porquê
O amor é ridículo; e nós sem ele, o quê?

domingo, 3 de abril de 2011

Procura
















Toda criança sabe em si o sentimento amor
Sabe! Em cada movimento que faz
Passada essa fase, vai-se o encanto
O sorriso, pende-se ao pranto
E amor, não se acha mais
Quando criança,
O sorriso é fácil, espontâneo
O adulto inventa sorrisos
Amar: desafio do contemporâneo
O sorriso diminui à medida em que se cresce
Crescer, requer vitamina
Ao passo que contamina!
Nesta dura proporção absurda
A paixão aponta uma esperança
Mas paixão, costumeiramente se apaga
Nesse momento nasce um filho
E um novo amor se propaga...
Mas o amor pertence a um ciclo
Seu mediador seja talvez o deus-tempo
O filho cresce, e o desamor reconhece...
Tudo então é artificial, como um ensaio de dança
Seria o canal do amor, apenas a criança?!
Talvez, mas não tome isso
Como verdade para sua vida
Esqueça o sono que te pesa as pálpebras
E venha idealizar a busca por essa loucura
Me tenha nos braços e perceba: amor é procura!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Forever















Você estará aqui pra sempre...
e...
Pra sempre
quer dizer tanta coisa
que
não cabe numa palavra só!

(Não a toa a língua Portuguesa é a minha preferida!)
 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Percepção



















Saí de casa desesperado
Ao perceber a invasão
Corri, fugi...
Sem sequer direção
Foi, foi amor
Foi o que fiz
Mas sabe quando a gente sai de casa as pressas
E tem aquela velha percepção?
Não adiantava mais fugir
Se havia deixado lá o coração!
Não há como fugir agora
Não resta dúvida, não há engano
É voltar pra casa
pegar o coração
E aceitar que te amo!

sábado, 26 de março de 2011

Censurável



Extenuado por ser alanhado
Esquadrinho a réplica que não dimana
Apeteço saber pr’onde navegou
O que já não sei dizer se encerra
Mas anseio conhecer por quê
Horas é tão fria
E noutras... tudo bem
sem articular, então digo
Mas ouço bagatela de ninguém
E se, em desvirtuar, me consinto
prontamente não há o que me leve
o sorriso é só uma vaga invenção
Mas que a consternação, me seja breve!
Por que meu apego é deste modo, assim?
Amar, não mais almejo
Tirem este fardo de dentro de mim!
Oh tempo! Decorra em me amparar o meu desejo!
Careceria Ter escutado
quem jamais me acautelou
mas, de boca em ouvido
o ultimato à mim chegou!
Contudo, sórdido, hoje sou
Arrisco iludir-me proferindo que não
Que não espero que ela tome
Um recinto em meu coração!
Se inda há ternura, se o amor não é destreza
Demando sem alento qualquer que me ame!
Ante as falhas da minha natureza...,
E dentre elas a maior e mais condenável
A qual luto e reluto, num reduto censurável
Foi imaginar, idealizar, arrazoar... num arrojo incomensurável
Incumbências clandestinas, planejadas às surdinas
Que só me chamam a declarar:
A indelicadeza tão astuta de a ti, te desejar!














 
 
 
 
 
Oh, minha querida e mais gostosa companhia!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Palavra repetida















Quando vejo voar uma ave

Me lembro logo daquelas naves
Talvez em momento como esse
O homem decidiu que poderia voar também
Ahhh... ave me lembra nave...
Nave... me lembra céu
Céu lembra sol
Sol lembra lua
Lua lembra estrelas
Estrelas lembram luz
Luz... me lembra você!
Você, que tudo me lembra!
Tudo lembra todo o mundo
Mundo lembra povo
Povo lembra vida
Vida lembra Deus
Deus lembra amor
Amor lembra família
Família lembra casa
Casa lembra bagunça
Bagunça lembra criança
Criança lembra alegria
Alegria lembra sorriso
Sorriso lembra dentista
Mentira, sorriso lembra felicidade
Felicidade lembra vida
Vida? Palavra repetida
Por todos nós que vivemos !

sexta-feira, 18 de março de 2011

das pessoas
















Pessoas são más e boas

Mas ainda assim... pessoas.
Com seus carros velhos, cigarros indicando a direção
A desafiar a gravidade na poltrona macia de um belo avião
Pessoas são assim...
A chorar seus dias diante de um acontecimento banal
A reclamar seus dias diante da normalidade total
A desacreditar da vida quando a morte lhe dá qualquer sinal
E a jogar tudo por alto quando a sorte lhes dizem tchau...
Pessoas são assim...
pessoas não são más e nem boas, são pessoas...
revestidas de muito mais do que carne e osso...
sustentando a cabeça, muito mais que com pescoço
cada pessoa é um ser individual
por sua vez, possui vontades próprias
em alguns casos, estas vontades,
não estão em comum acordo às alheias...
então, fervem os sangues das suas veias...
e aí... e aí que... que querem... se puderem
ou mesmo que não puderem...
vão atropelar
pessoas não são más e nem boas...
são seres egoístas em todas as suas escolhas
incapazes de notar àqueles que só os nota por não terem opção
àqueles sentados na rua... a importunar-lhes sem esmola na mão
pessoas são objetos de desejo da mais pura perdição
amamos aqueles poucos que amamos, mas no fundo não temos certeza disso não
amamos aqueles nos quais confiamos, e muitas vezes por mera obrigação
amamos só aqueles que são iguais e muitas vezes nossos pais, a eles não
amamos muitas vezes as pessoas que criamos e as existentes não...
não dá pra amar essa gente tão defeituosa... que tem pouco dinheiro
e conta muita aflição
queremos amar as pessoas mais bonitas, as mais caras e ricas e nunca a exceção
não amamos os idosos, e gostaríamos de tirá-los de circulação...
não amamos nossas crianças, pois estas fazem barulho na hora da Televisão...
não amamos nossos cachorros, por mais fiéis que sejam, afinal, convenhamos, cão é cão...
não amamos qualquer pessoa que nos interrompa durante nosso momento mentiroso de oração...
contestamos a falsidade de todo mundo e a convidamos a entrar no nosso coração...
não amamos a Deus, porque este nós não vemos... e se é difícil crer no que temos...
em Deus é muito mais difícil então...
nós só amamos o que há em nós... e o que há em nós é angustia e desilusão
mas nem isso nós amamos, por estarmos insatisfeitos com esta condição
e não vou estender muito mais este discurso de perdedor sincero
regado à maldade humana sobre toda essa podridão
que faz desta poesia ridícula e tão besta carregada de rimas pobres que sempre terminam em ão...
pois esta rima pobre é a que melhor retrata, a condição desta gente ingrata... que só sabe dizer Não...
por fim termino dizendo que não há pessoas más e nem boas
e não pretendo salvar o mundo com este texto
nem a mim, nem a você, nem as pessoas...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Um poema pra Deus
















É tarde na cidade.

Tudo me remete Àquele que me fez
O céu tão azul que meus olhos choram
Só de pensar... na grandeza infinita do Seu Criador
É tarde na cidade. É noite na vida. Obscura!
Na guarita o guarda guarda a dele e tant’outras...
Mas mais acima, está Ele, na guarita dos Céus (a)guardar por todos nós!
É tarde na cidade. Mais tarde é para o coração...
Mais tarde é pra cabeça. Que já não sabe no que pensar...
Mais tarde são para os ouvidos que não sabem o que escutar
Mais tarde é para os olhos que só se saciam do não podem ter!
Os humanos criam planos mirabolantes em busca de futilidades
Pra chamar de alegria e nunca, nunca de felicidades...
E suas lágrimas lavam o mundo noite e dia... mais um dia se esvai
E além do firmamento está Ele, que para mudar Tudo, só quer ouvir um: Pai!
É dia no país. Automóveis gritam, sem paciência, palavrões engarrafados!
Motociclistas arriscam as vidas que nem tem... a exemplos dos esmolados...
Sem vida é todo aquele carente por alimento. Descrente no Amor.
Mas logo ali, na primeira Igreja, Ele está jorrando como fonte pura
Águas que ninguém quer beber!
Rebeldes ateiam fogo em colchões. Incendeiam celas e prisões...
Estupradores atraem suas vítimas com promessas de emprego.
Qualquer coisa seduz aqueles que nada têm.
Drogas matam por vício e por acerto de contas...
Álcool mata por cirrose e motorista sem direção...
Assaltantes matam por relógios de pulso, correntes e celulares, migalhas.
Doenças incuráveis destroem homens de bem e canalhas
E mais acima está Ele a derramar seu sangue puro onde ninguém
quer ser célula do seu corpo...
já basta! Diz o anjo revirando sua taça! É noite na cidade.
A brutalidade faz acontecer de maneira sorrateira e calma
Mas é muito tarde, não para o corpo, e sim para Alma!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Insensível















Minha inspiração foi roubada em uma determinada ocasião.

Subtraída. Apanhada. Furtada. Desfraldada. Desfalcada.
Arrancada, tirada, sem porque e nem razão.
Minha escrita que antes fácil fluía
Agora passa por um momento de agonia, dor, desgosto
Angústia, ansiedade, amargura, expiação.
As rimas ricas que me eram dadas facilmente agora me são raras
Infreqüentes, incomuns, desusadas, delicadas, e o pior: caras, muito caras
E além do mais são forçadas, pressionadas, impelidas, empenhadas,
violentadas, coagidas, obrigadas, constrangidas, compelidas,
acuadas, premidas, deprimidas, espremidas, comprimidas, apertadas, vomitadas.
As rimas pobres por outro lado são sempre mais difundidas,
lançadas, exaladas, esparzidas, espargidas, distribuídas, disseminadas, alastradas...
o ritmo que era algo que desde sempre me pertenceu
agora não mais me pertence, não me cabe, me concerne, me incumbe,
me compete, diz respeito...
olhar o poema do outro, antes era fonte de alento
agora nada mais é que puro ciúme, dor-de-cotovelo, despeito
inveja, cobiça, olho gordo, desrespeito.
Falta de ética, de sensibilidade... só pra apontar as falhas
E pôr defeito!
Por fim, me resta dizer que é superconstrangedora esta situação.
Mas por detrás dos panos sujos que nos escondemos
Somos todos nós: egoístas, mentirosos, imitadores, imperfeitos,
viciosos, corruptos, defeituosos, depravados,devassos, incorretos,
corrompidos, pervertidos, torpes, amorais/ imorais e desmoralizados.
Em busca de um pouquinho de amor que nos façam melhores...
No desenrolar do nosso enredo e no desdobrado de cada situação...
Na desenvoltura dos nossos atos que poderiam ser poesia e tantas vezes não são.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Jhonatan















Não vou dizer que não me entristeci

Que por um momento não até chorei
Não vou dizer que não lamento
Mas a vida caro amigo Jhonatan
Tem dessas coisas
Não vou dizer que não haverá sofrimento
Mas a vida caro amigo Jhonatan
Tem dessas coisas
Quero te dizer uma coisa dolorida agora
A dor que agora sentes, não é a dor ainda
Que tu, meu amigo, sentirás
Quando fores dormir, quando olhares o fogão na cozinha
Quando ouvires um pai nosso, uma ave Maria
Teu coração nessas horas te perguntarás:
Por quê? Deus? Quem é Deus?
Por que tem que ser assim?
Por que não com outras pessoas?
Por que comigo?!
Ah, caro amigo Jhonatan
Haverá apenas uma resposta:
É que a vida, querido Jhonatan, a vida tem dessas coisas
Não penses que tua mãe é a primeira
Não penses que será a ultima
Não penses que Deus te escolheu para que perdesses a mãe
Não penses que Deus inventou o câncer para levá-la
Não penses... não penses...
não questiones, não busques respostas...
A vida continuará e com o tempo perceberás que assim como a tua mãe
Outras mães seguem viagem constantemente
Com ar muitas vezes de dever cumprido
Com a beleza no rosto que só a mãe da gente tem
Outras mães, as outras não, caro amigo Jhonatan
Por fim espero que entendas que um dia partirás em viagem
Como as mães, os pais também deixam neste mundo seus filhos
E esses filhos um dia também deixarão... e assim será para sempre
Será assim sempre, caro amigo Jhonatan
Neste momento contudo, não recomendo que leias esta verdade
Não te servirás de consolo as palavras de alguém que nunca perdeu sua mãe
Eu, caro amigo Jhonatan, não estou vivendo a dor que certamente agora vives
Mas, se não chegar a vivê-la quem a viverá será a minha mãe
Porque dia a dia somos convidados a fazer a passagem
E um dia, um dia caro amigo Jhonatan, escutamos o que diz as palavras sabias de Deus
E estendemos as mãos, sem que os médicos que nos rodeiam na cama possam ver
E Deus nos leva pelas mãos, e nos coloca eternamente debaixo de sua proteção
Jhonatan meu amigo, a vida tem dessas coisas, um dia Deus te procurará
E quando tu ouvires a voz tremenda e ao mesmo tempo suave do grande rei da vida
Partirás para fazer a tua viagem e quem sabe caro amigo Jhonatan
Possas encontrar em algum cantinho do céu, aquele lindo sorriso de tua mãe
Esta certeza não poderei te dar neste momento, nossa jornada além-muro-da-vida
É um tanto quanto imprevisível, mas é assim que tem que ser, para não ser fraudada
Como tudo que há nesse mundo!
Deus sabe como encontrarás tua mãe
Pode ser que tu a encontres nos caminho desta tua mesma vida
Numa música que ouvirás, nos ensinamentos que levas contigo
Nos sonhos mais floridos, nos retratos mais doídos
Nas roupas, na comidas, nas igrejas, no sorriso de muitas outras mães
Ou na melhor das hipóteses, nos braços dela, no berço de Deus
Na eternidade, nas simplicidades das coisas perfeitas,
Pois a vida, caro amigo Jhonatan, a vida, tem dessas coisas!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Amém















que a brisa leve alcance teu coração
que todos teus sonhos se realizem...
desde que não machuque ninguém
que a verdade esteja sempre presente
nas tuas palavras
que mesmo sem saber para onde ir
não venha se desesperar
que nada atinja teus alegres sorrisos
que teus olhos vejam a pureza do amor
que nunca chore na primavera
porque tua alegria é tão bela quanto as flores
que todos teus sonhos se realizem
desde que não machuque ninguém
que você seja muito feliz, feliz para sempre, amém!


Janeiro/ 99

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ames



Quando estiveres comigo... derrama além de lágrimas a poesia que me reservas.

Não guardes somente para ti sentimento tão bonito.
Amar é antes de doer-se, doar-se.
Para que tenhas acesso ao teu coração
É preciso entender quem Nele habita.
Para que tu possas te encontrar
E necessário que ceda espaço ao outro.
Teu íntimo pede a presença de mais um.
Ainda que queiras a independência neste momento: me ames; amor é complemento.
Quando as minhas atitudes te incomodarem e desejares o meu fim.
Me ames! Pois estarei para ti, como estás para mim.
Me amarás me conhecendo...
Quando não puderes mais deixar de pensar em mim.
Me ames escurecendo.
E quando me olhares buscando o porquê de me amar.
Me ames amanhecendo.
O amor é sorrateiro, contínuo, trapaceiro e infinitamente fugaz.
Quando julgares que não me amas. Me amarás bem mais...
Quando já não puderes mais sustentar tamanho sentimento.
Me entrega-o que procurarei por outro leito.
Mas saibas que enquanto houver motivo, pulsarei em teu peito.
Quando desejares não mais me amar, por medo de me perder.
Me ames com a pureza de uma criança: amor, além de tudo, é insegurança!
Quando o amor for para ti como um fardo pesado e ainda assim prazeroso.
Não me soltes!
E saibas que muito antes de me amares eu já te carregava...
Quando por falta de espaço desejares não me ver.
Entenda que, dos sentimentos, o amor é mais astuto e invasivo.
Quando acordares pensando em mim e desejares me ligar,
não resistas pois amor é como um vício.
Quando desejares não mais me ver por medo de se machucar.
Mais me procures. Amor pede sacrifício.
Abdicar-se de algo que precisa não é nada bom senão para o teu ego.
Quando impaciente desejares não mais me esperar. Tudo bem, eu me entrego.
Entre erros e acertos eu buscava a ti em cada investida frustrada.
E quando eu não mais couber em teus sonhos, me ames acordada.
Quando já não puderes me encarar sem a presença de uma lágrima.
Me ames e lança à mão todas estas angustias...
e antes de partir, abra todos os embrulhos que te trago no meu olhar.
Antes de ir... leia todas as palavras do meu coração.
Quando já não puderes mais entender...
Me ames pela irracionalidade que este sentimento pede.
Me ames na certeza de que enquanto me amares saberás onde estou
E quando houver dúvida. Me ames por aquilo que não sou!
Fecha agora este livro. Apaga a luz. Suspira fundo e vá dormir.
Esqueça todas as palavras que te disse acima. Pois amor não é cartilha.
Me ames da maneira que puderes. Ou não me ames. Amor é partilha!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Razão














Já não sei em que mundo vivo
É tanta propaganda e tanto incentivo
Pra gente se destruir
Já não sei que parada é essa
Por que a guerra nunca cessa
Há ainda vontade de matar?
Já não sei ver teu sorriso
Já não sei o que preciso
Para não me destruir
Já não sei essa se razão
Que vem do coração
E escorre pelos montes
percorre ruas e pontes
Janelas e avenidas,
É a razão que salvará
Sobretudo nossas vidas!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Espelho, espelho meu















Diante do espelho:
Messias! Uma voz grita aqui dentro
Messias! Insiste a voz
Messias não responde, ele chora
Só consegue chorar!
E jogou a toalha fora
E jogou suas roupas fora
E jogou sua vida fora
E quis ir embora
E quis estar
E desejou estar... e um lugar onde ele, Messias,
Não o pudesse achar
E se olhou queixoso no espelho, queria brigar...
Só conseguiu, lamentar:
Messias! E se perguntou: por quê?
E pensou aquilo que se pensa:
Por quê? O que eu fiz! O que há...
E jogou tudo fora
Mas algo ainda o acompanha
Algo sempre fica, algo sempre mora
A dor é a ultima a sair, dá voltas, faz shows... enrola
Seu corpo nu e branco vai se atirar na cama
Feio, bonito... mas ele! O corpo que ele tem!
Algumas músicas chegam para entendê-lo
Musicas que só ele pode ouvir
Alguns diálogos o chamam para algumas responsabilidades
E nesse mar nostálgico, claro, as lágrimas batem cartão
Mas as lágrimas cessam...
A dor mais triste é seca!
Messias! Uma voz grita dentro da cabeça
Messias, você me enganou!
Messias, você se fez passar por alguém que não era
Você nunca foi aquilo que me mostrou
Messias, por quê? Você sempre foi uma história mal contada
Que eu... que nós, que todos nós, líamos sem cessar
Messias, você, que não existe... e, é você que amo
E, Messias, essa dor da tua não existência
Que me causa um amor desamado, tende a não passar!
Porque há uma voz que surge dos teus mais profundos pensamentos
Que me diz, que me acusa, que me clama: Messias, por quê?
Te amaria Messias por tudo que não é
Mas me fizeste amar alguém que você inventou
Todas as dores eu suportaria Messias
Mas agora, perante tua face limpa
E confesso que, até bonita, a esperança se calou!