É natal! É natal, cantarola o jornaleiro É natal! E isso me faz pensar! Penso enquanto protejo a vela do vento Não te apagues, chama natalina... Um grito não sei se verdadeiro ecoa aqui dentro! Curioso é descobrir a singularidade deste espírito que tanto nos une... E passar o Natal junto, não significa passar o mesmo natal Natal é como que uma coisa singular, cada um tem o seu... Todos guardam na lembrança a memória de um Natal bom Todos! Mulher, homem, velho, jovem, criança... Um vinte cinco de Dezembro Marcado por uma data Que algum encanto estava no ar... Os que não guardam. Inventam! Os natais inventados são ainda melhores! Pecado? Não! Desça do salto da hipocrisia, é tempo de Natal! E de... esperança? Quem nunca inventou uma história? Todos os anos, milhares de fatos... Cores, crenças, costumes, amores, desencantos Alegrias, tragédias, acontecimentos Preparam novos Natais... E todos têm em si uma verdade (quase) definitiva guardam na lembrança Um Feliz Natal A partir do qual, todo Natal é Tentativa...
Eu mudo como as fases da lua E às vezes nem demoro tanto tempo assim Não demore a dizer que me ama Não procure novas casas em velhos jornais Às vezes você diz que me quer E eu já nem te quero mais!
Hoje em dia Livro É uma coisa que preenche os espaços vagos da estante Revista É um lugar onde atrizes ensinam a manter a boa forma Cadeia É um lugar onde não é permitida a entrada de parlamentares... Celular É um lugar onde armazenamos nossas vidas E chique mesmo é morar fora de casa! Hoje em dia Comer É só um detalhe A mesa fica vazia, Porque sem ninguém na casa, esta fica fechada Hoje em dia Falar corretamente é cafona Boa música tem que ter uma gostosona E temos a impressão de que ser ou não bom dá na mesma É só fachada Porque não existe mais coisas como antes... Foi-se o tempo em que havia bons programas de humor E que TV era coisa pra família Pai, mãe, filho, avo, avó e namorada Sim! Foi-se o tempo em que Um porque, Por quê, Por que ou o porquê errado me irritava Hoje em dia A internet distancia as pessoas que se julgam próximas (e não vivemos mais sem isso) E a globalização... É uma grande piada! Sem contar nas peças que a vida prega Para toda exceção existe uma regra, Inclusive para esta que diz, que para toda regra há uma exceção E digo mais: Compressa
é um ato que se consuma devagar Glande
é uma pequena parte de um grande corpo Os grandes lábios
ficam longe da boca... quase sempre! E o canal deferente
é igual em todos os homens Breganha
é a palavra que usamos quando houve uma barganha de palavras Agente
é um ser singularizado em sua profissão Hoje em dia, o verbo dar,
tem se tornado intransitivo! (sentido completo) E o meu principal motivo... É na vida, transitar... Até que chegue o amanhã...!
Meia-noite no meu quarto, ela vai subir Meia-noite no quarto dele, e em Brasília, zero hora! ouço passos na escada, vejo a porta abrir um abajur cor de carne, um lençol azul Um abajur cor de quê? Carne? Putz! Que cafona! Mas assim, carne vermelha ou branca? Assada ou cozida? cortinas de seda, o seu corpo nu (Não adianta agora querer Consertar com cortinas de seda, nada mais se salva em Um lugar com um abajur cor de carne..) “O seu corpo nu” Ela já subiu toda, toda, “como veio ao mundo”
menina veneno o mundo é pequeno demais para nós dois Renego. Reluto. Esforço-me para acreditar, que este Veneno, da menina, É só pra rimar com pequeno... em toda cama que eu durmo só dá você só dá você só dá você pelo contexto, não estranharia se o pronome antecipasse o verbo... De maneira que... “Em toda cama que eu durmo Só você dá... Só você dá... Só você dá... a a a a a” Ah, neste caso, a repetição do a, no final Substituiria do “e”, “e”, “e,” “e” do só dá você e e e e, sabe? Já percebeu como adoram este recurso, de irem repetindo Os Es e As???
seus olhos verdes no espelho, brilham para mim (Nem vou comentar, só porque gosto de olhos verdes) seu corpo inteiro é um prazer do princípio ao sim (onde é que fica esse sim, hein? Bom, se pensarmos na cabeça como principio, o sim, talvez, fossem, os pés Ou vice-versa? Ta, que poderíamos entender, o Sim, como uma permissão Mas haveria, dúvidas? Se ela é quem o procura? Se ela se apresenta tão disposta, não diria um Não, pra ele...)
sozinho no meu quarto eu acordo sem você Curtiram essa parte, né?! “SOZINHO no meu quarto Eu acordo sem VOCÊ” Ah, sério?! Estranho seria se SOZINHO Você acordasse com ELA Uma vez que está sozinho Não está com você!!! Afinal de contas, SOZINHO é sozinho Portanto, acorda sem você, sem ela, Sem Menina, sem o Veneno, sem entorpecentes Sem NINGUÉM! fico falando pras paredes até anoitecer Bom, ele fica falando pras paredes até anoitecer... Já pararam para pensar na vida desse sujeito? Esse cara não faz mais nada da vida, concordam? Sim, se acorda, “Sozinho sem Você”, supõe-se que é de manhã E fica falando para as paredes até o anoitecer... Que tempo lhe sobra para outras atividades? Sim, pois se ele fica falando pras paredes até o anoitecer... Anoitece, a Menina Veneno chega de novo, é um ciclo! Haja saco! Desculpe! Haja ouvidos... Depois, de Menina Veneno, o bordão: “As paredes têm ouvidos”, passou a ter sentido literal!!!
menina veneno, você tem um jeito sereno de ser claro, sereno e tranqüilo, observem: em toda noite no meu quarto vem me entorpecer (Sim, além, de a Menina Veneno, usar entorpecentes Ainda vem entorpecer o rapaz – que convenhamos Não deve ser lá grande coisa – pois sequer trabalha Como ficou comprovado nos seus desabafos com a parede) me entorpecer (2x) Me entorpecer, repete mais duas vezes O que pode causar uma overdose nele a qualquer instante! Ia dizer, dependência, mas, este, já é dependente Pois: “em toda noite no meu quarto” Passou de uma vez, não é mais curiosidade, Nem experimento, é vicio!
você vem não sei de onde Reflete a perda de valores Com uma qualquer! Só porque tem os olhos verdes... eu sei, vem me amar eu nem sei qual seu nome Não sabe nem o nome, vem reforçar mas nem preciso chamar Algumas considerações: E como deixa uma estranha, entrar em sua casa? E ir subindo escadas e tudo mais?! Sim, bateu na porta, tocou a campainha??? Não! Pois ele estava já no quarto, quiçá na cama A espera da Menina Veneno, com sua bolsa Cheia de entorpecentes... E, depois, do quando ele acorda Ela já se foi... Coitado, nem viu nada, dopado que estava! E chora pras paredes o dia inteiro!
menina veneno (Menina Veneno, está te matando meu amigo) você tem um jeito sereno de ser, em toda noite no meu quarto vem me entorpecer me entorpecer (2x)
Menina veneno ...
Na verdade, na verdade mesmo, esse cara se entorpece sozinho, não tem menina coisíssima nenhuma, é tudo alucinação da cabeça do coitado...
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"Menina Veneno" é uma canção interpretada por Ritchie, cantor e compositor inglês radicado no Brasil, escrita em parceria com Bernardo Vilhena e lançada no ano de 1983 no álbum "Vôo de Coração", pela gravadora Sony. A música é um rock-pop misturado a MPB e possui um solo harmônico de saxofone em sua versão original.
É uma canção executada nas rádios até os dias de hoje e ja foi regravada por grandes ícones da música brasileira, como Rita Lee e Zezé di Camargo & Luciano.
Foi a canção mais tocada no ano de 1983 nas rádios do Brasil.
É comum demais na vida A gente querer um tempo pra gente Sentar-se só em lugar nenhum Porque qualquer lugar é lugar Quando tudo o que se precisa é você Nesses momentos, um resumão da sua vida Lhe é apresentando por você Que é ao mesmo tempo apresentador de slides Com trilha sonora à gosto E telespectador E cada slide mostra você de uma forma Rindo, chorando, feliz, impaciente Rouco, bem acompanhado... É como se nesse momento disséssemos para nós Enquanto apresentadores: Volta esse... pula esse – queria parar o tempo nesse! Estava feliz! Eu era feliz... Depois acaba essa fase e chega-se a uma conclusão: Preciso de uns minutos pra chorar E você – apresentador – dá um tapinha nas suas costas E diz pra você: tudo bem, vai lá! Pois nesse momento, se precisa chorar mesmo Pois no choro mora um segredo grande Após o choro tem-se uma sensação de conforto De alívio, de esperança... Sim, a gente enxuga as lágrimas e se olha no espelho Como quem diz: pára! Já chega! Verifica alguns traços do rosto que revelam que o tempo está passando rapidamente respira fundo... e diz: vamos lá! Como que dando um chacoalhão em si mesmo Nesse momento a gente acredita que tudo vai mudar Sai renovado por um instante diante do espelho Como quem tira uma roupa suja de barro E toma um banho demorado no banheiro E se delicia com o vapor... Como quem troca a carcaça Como em dia chuvoso... que depois surge o sol E as arvores são verdes e tudo é paz... É nessas horas que a gente pensa que não tem nada E percebe que muito do que a gente precisa Está ao nosso alcance Não, não podemos controlar as pessoas Fazer com que nos amem Deixar de sofrer A vida parece estar a todo tirando da gente sempre A parte que a gente mais quer Tiram tudo da gente Roubam a gente em cada segundo Ferem o coração a todo instante Cortam, maltratam... Mas o bem maior está aqui dentro É olhando para dentro que se vê melhor o que está de fora E isso ninguém vai poder tirar de nós Nenhum rei, político, papa, povo, presidente... Sei que também não deixa de ser uma sensação passageira E me conforta saber que depois posso chorar de novo, nova-mente!
Para uns sou aquilo que não sou!
Para outros não sou aquilo que sou! Pra mim sou tudo e nada...
Pra outros a pessoa errada! Pro meu pai, sou um filho... E pra minha irmã, um irmão. Pros meus amigos... Eu sou aquele palhaço mesmo. E pros meus problemas, tento ser a solução... Sem me esquecer que ainda não sou nada,
E que nada disso é em vão...
Muita coisa as águas levaram,
e tanta coisa ainda ficou
Aprendi a ser pelo menos esperançoso E o que tenho de mais precioso, Guardo dentro do que sou!!!
Sobre xicaras café e Pessoas
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Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se
reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a
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