domingo, 7 de fevereiro de 2010

Todas Elas


Gosto de todas as mulheres
Cada uma delas tem a sua particular beleza
Cada uma delas
Marina, Camila, Antonia, Tereza...
Gosto de todas as mulheres
As loiras, as morenas, as ruivas, negras, as orientais
Gosto até mesmo das que nem ao menos se gostam
Aquelas um pouco artificiais
Gosto de todas as mulheres,
De social, de vestido, de biquíni, de shortinho
Gosto de todas elas, de saia, de terno, de farda
De pijama e até de casaquinho...
Gosto de todas as mulheres
As românticas, as provocantes, as sensuais
As atrevidas, as magras, as gordinhas, as raimundas
Que como tais, como mulheres, carregam em si
Dores profundas...
Gosto de todas as mulheres, as maliciosas, as simpáticas
As sérias e as divertidas, todos carregam no peito
Um grande amor, todas levam consigo muitas feridas
Gosto de todas as mulheres, já sonhei com milhares
Não passaram por minha vida muitas
Mas não passaram também as vulgares...
Gosto de todas as mulheres
Todas, todas, todas, sem acepção,
Todas merecem uma chance
Um romance, um perdão
Todas merecem uma oportunidade
De casamento, de aumento, de amor
De cumplicidade...
Gosto de todos os estilos
d as Roqueiras, das clássicas, das Eruditas
das sambistas, das funkeiras, das mal e benditas, (das freiras?)
Não gosto das que oferecem vantagens do Cartão,
E suas superpropostas exclusivas e costumeiras
Perdoai as vendedoras de telemarketing
Mas livrai-me das barraqueiras...
Gosto de todas as mulheres
As novas, as velhas, as mães, as avós
As pacientes, as histéricas e as loucas...
das quem amam um drama
das boas de prato, das boas de c...
todas têm sua função
Seu papel, sua finalidade...
Todas! As inteligentes, as bobinhas, as espertas, as certinhas
As erradas, as tortas,
as feitas, e até que, Deus as tenham,
As mortas...
Mas as mulheres que mais gosto
São aquelas cheias de vida
Aquelas que souberam visar um objetivo
E calaram com conquistas suas feridas
Aquelas que estão sorrindo, e deixam-nos bem
Com um simples bom dia
Aquelas que têm um brilho nos olhos
Saboneteiras, e covinhas...
Aquelas que cuidam dos seus cabelos
E que andam sempre perfumadas...
E aquelas que estão sempre pensando
Sonhando, amando, qualquer pessoa certa
E tantas vezes a mais errada
As mulheres que mais gosto
Têm um jeito de meninas
Têm um senso de humor elevado
Gostam de futebol, sem deixar de ser femininas
São corajosas, estrategistas, às vezes nervosas
Outras vezes, pessimistas
Devo ressaltar que as melhores são as solteiras
As difíceis e as independentes
Para as quais, por covardia, ou medo
Lhes faltam pretendentes...
Mas são lindas, e persistentes,
Dão às luz e vivem intensamente
Choram, Brigam e reclamam
As mulheres que mais AMO
São aquelas que se amam...!

(E com tantas mulheres no mundo
Sou um ser engraçado
Porque além de viver só
Vivo mal acompanhado...)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Chuvas de Verão


*O texto é antigo, o assunto é antigo, mas...

Longe da tranqüilidade dos campos e da paz do interior
Em uma grande cidade qualquer
Não que fosse qualquer uma
Mas diante de tanto sofrimento, nem vale a pena mencionar
E os geógrafos assustados estão falando nos jornais
E os filhos desesperados nos braços dos seus pais
E o governo se mobiliza e faz um belo discurso pra passar na televisão
Depois eles esquecem são como chuvas de verão
Aí aparecem uns senhores com uns planos nuns papéis
Falando de infra-estrutura moderna
Mas se esquecem que ao invés
De ficar falando tanto, é preciso garantia
De que depois da madrugada, vai nascer outro dia
Cinco corpos soterrados, dez mil casas condenadas pela defesa civil
Vários desmoronamentos
A culpa é da chuva que sem avisar de repente caiu
Na área metropolitana a coisa é mais séria
As casas estão debaixo d'água e o povo na miséria
Eu vi canoas pra lá e pra cá
Eu vi gente enfrentando a lama pros seus móveis salvar
Eu vi carros... e vi crianças correndo perigo pensando se divertir
Eu vi um homem remando sobre uma porta pra salvar sua mulher
Eu..... só o que eu não vi, foi solução.... isso eu não vi!
A prefeitura decretou estado de calamidade pública
Mas as reformas não foram realizadas
E estamos com os impostos em dia
Falta competência? Não me compete falar!
Mas se não sabem decidir
Por que quiseram lá estar?
Vai ser votada uma medida, vão se passar alguns dias
Será que há saída? Não havendo solução, acho que é melhor esperar
Pois são chuvas de verão!!! E isso vai passar...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dualidades


Eu sou o canto que se ouve nos dias de sol
eu sou a lágrima que desce no rosto do pai ante a injustiça
eu sou as nuvens mais brancas nos céus mais azuis
eu sou o silêncio mais profundo quando os olhos se fecham
eu sou a palavra mais muda quando os lábios se tocam
eu sou a verdade mais doida quando as luzes se apagam
e a música mais precisa quando as mãos se desatam
eu sou o vento arrancando folhas por onde passa
os dentes mais brancos de um sorriso sem graça
e sou o velho que anda na rua devagar
e a criança que pula, grita e corre sem temer o amanhã
sou a grama mais verde de um bosque sem grama
sou o abraço mais apertado na hora da despedida
sou o carro mais rápido no mais desigual asfalto
sou mais um que grita, sou mais um que sonha alto
sou a alegria da mãe que amamenta
mas sou também a dor da vida que não agüenta
sou as montanhas mais altas que os olhos alcançam
sou as pernas das bailarinas que nunca se cansam
sou a precisão dos atiradores de elite
e sou a incerteza de um beijo no escuro!
Quis ser tanta coisa... no fim não sou nada
Sou a seta que te acerta e a torta estrada
O mergulho do homem em busca de nada
Os olhos que piscam
As mãos que rabiscam
Uma folha qualquer
Um corpo de mulher, linda, pelada
Sou a voz que te alcança
E a mão que te afaga
Sou a janela dos curiosos
O medo dos medrosos
Sou teu, sou Eu, mais nada!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Descoberta


Um dia descobri
Que parar o tempo
Não era quebrar o relógio
Ou segurar seus ponteiros
Parar o tempo
Era deixar a vida
Abraçar a morte
Mergulhar longe do alcance
Dizendo Adeus
Afinal não se pode parar o tempo
(não podemos)
Pelo contrário
O tempo é que nos pára
E por assim ser
Deixo no tempo essa poesia
Deixo no ar
Sem data de vencimento
Pois o homem não tem poder de ser eterno
Mas a palavra pode parar no tempo!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Desejo litorâneo


Ando comendo as palavras
Em um ritmo tão alucinante
que ainda devoro a ponta dos meus dedos
Não vou te contar em detalhe minha história.
Não por curta ser minha memória
É que tranco tudo no meu peito...
Como dominó, é meu efeito
Cada sílaba segue a derrubar a seguinte
A próxima palavra é sempre a mais esperada
E surge tantas vezes, sem a outra terminada
A minha pressa contrasta minha calma
Eu atropelo os dias de minha alma
Não planejo nadica de nada
E num estalo de dedos, decido meus enredos
Meus roteiros, meus finais
Tenho saudade da tua areia,
Das tuas ondas tão complexas, dos teus mimos
De toda alegria contida nos teus risos e carnavais
Falo pelos cotovelos e fantasio temporais
Vulcões, terremotos, maremotos
Nas manchetes de teus jornais
Para me ter justificado. Mentir pra si, sugere pecado!
Navego em rio de água doce
Embora salgada seja a Água que consumo
Estou na direção. Mas estou sem rumo
O vento, mais que eu, destina minha chegada
Se meu barco ainda não aportou no teu cais
É porque sou brasileiro, solteiro, prisioneiro, das Minas Gerais!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

... Ah, sim... o Ano Novo...


Se não houvessem tantas faltas o que moveria as minhas razões?
Eu não sei. A menina de cabelos vermelhos dança
E chacoalha seus pelos, já não importa se tenho um sorriso
Para lhe dar. Ela me deu um sorriso...
Meia dúzia de palavras sinceras ao pé dos ouvidos...
Verdades, desejos que, espero, se concretizem.
Eu desejei a sua felicidade.
Ela desejou a minha...
Mas nós não desejamos a Nossa.
Eu ia andando, na praça, na mesma praça... Aquela
Onde Nossa história não começou...
Naquela, onde não história ainda não acabou.
Muita gente. Gente bonita, de branco. De amarelo...
Cada um carregando em si, a esperança, nas roupas que vestem
Nos copos de bebida, nas latas de cerveja, nas taças de Champangnat...
Feliz Ano Novo! Uma voz me grita. Meus amigos vão, e um abraço fica...
Algumas lágrimas depois, alguns abraços depois... depois de olhos nos olhos
Beijos na Trave... Minha boca a procura da dela, a dela a procura da minha
E as duas a procura de não se acharem... Eis o ano novo.
Velha sintonia. Sempre o mesmo erro. Desencaixe...
Os amigos vão... Se perdem na multidão! Não notam que fiquei...
Em meio a milhares de pessoas de branco, onde estarão?
Eu fiquei. Fiquei por ela, perdido dos meus amigos...
E com ela a evitei. Ela permaneceu ali, distribuindo sorrisos
De uma verdade maior que Ano que teremos de enfrentar.
Nada importa agora. Eu não estava com ela, eu não estava com ninguém.
Por culpa de alguma coisa que a cabeça não explica.
Menos ainda, o coração...
O ano começou. O enredo é o mesmo.
Eu, no meio da multidão, me encontrava perdido!
*Texto meramente ilustrativo
*Feliz 2010 a todos...
* 20 por 10 é 2... Chega de um rs
* beba com moderação

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tentativa



É natal! É natal, cantarola o jornaleiro
É natal! E isso me faz pensar!
Penso enquanto protejo a vela do vento
Não te apagues, chama natalina...
Um grito não sei se verdadeiro ecoa aqui dentro!
Curioso é descobrir a singularidade deste espírito
que tanto nos une...
E passar o Natal junto, não significa passar o mesmo natal
Natal é como que uma coisa singular, cada um tem o seu...
Todos guardam na lembrança
a memória de um Natal bom
Todos!
Mulher, homem, velho, jovem, criança...
Um vinte cinco de Dezembro
Marcado por uma data
Que algum encanto estava no ar...
Os que não guardam. Inventam!
Os natais inventados são ainda melhores!
Pecado? Não!
Desça do salto da hipocrisia, é tempo de Natal!
E de... esperança?
Quem nunca inventou uma história?
Todos os anos, milhares de fatos...
Cores, crenças, costumes, amores, desencantos
Alegrias, tragédias, acontecimentos
Preparam novos Natais...
E todos têm em si uma verdade (quase) definitiva
guardam na lembrança Um Feliz Natal
A partir do qual, todo Natal é Tentativa...