sábado, 26 de março de 2011

Censurável



Extenuado por ser alanhado
Esquadrinho a réplica que não dimana
Apeteço saber pr’onde navegou
O que já não sei dizer se encerra
Mas anseio conhecer por quê
Horas é tão fria
E noutras... tudo bem
sem articular, então digo
Mas ouço bagatela de ninguém
E se, em desvirtuar, me consinto
prontamente não há o que me leve
o sorriso é só uma vaga invenção
Mas que a consternação, me seja breve!
Por que meu apego é deste modo, assim?
Amar, não mais almejo
Tirem este fardo de dentro de mim!
Oh tempo! Decorra em me amparar o meu desejo!
Careceria Ter escutado
quem jamais me acautelou
mas, de boca em ouvido
o ultimato à mim chegou!
Contudo, sórdido, hoje sou
Arrisco iludir-me proferindo que não
Que não espero que ela tome
Um recinto em meu coração!
Se inda há ternura, se o amor não é destreza
Demando sem alento qualquer que me ame!
Ante as falhas da minha natureza...,
E dentre elas a maior e mais condenável
A qual luto e reluto, num reduto censurável
Foi imaginar, idealizar, arrazoar... num arrojo incomensurável
Incumbências clandestinas, planejadas às surdinas
Que só me chamam a declarar:
A indelicadeza tão astuta de a ti, te desejar!














 
 
 
 
 
Oh, minha querida e mais gostosa companhia!

Um comentário:

  1. C tava falando da cerveja, é isso?
    Huhhuashusa!
    Olha, um dos seus melhores textos. Será talvez pela prolixidade e musicalidade?
    Não sei, mas as palavras ficaram 1 delícia de ler...ou de beber?

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