segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A próxima sexta-feira















Hoje em dia, todos estão cansados, estressados, de saco cheio e aguardam, desesperadamente, a próxima sexta-feira. Acreditem, até mesmo aqueles que não têm um risco de caneta na carteira de trabalho. Sim! O final de semana é um evento que, embora semanal, ganha status de grande acontecimento. É... talvez porque final de semana seja um momento de descansar, rever os amigos, refletir, sair, azarar, encontrar o grande amor de sua vida, refletir, ir a missas, cultos, shows, comícios, e sobretudo, gandaiar.

O fato é que a semana cansa. Mas penso que cansaço de verdade é aquilo que se sente quando o coração foi acometido de um grande esforço. E é preciso estar cansado, às vezes. Porque aquele que se cansou, ciente de tal condição, reconheceu que, sob tal condição, não se pôde continuar. O primeiro passo para mudança já foi dado. Não que isso seja o suficiente, posto que é ainda o primeiro passo, mas já é alguma coisa e, não pouca coisa. E nesta caminhada, feita de passos, entender a medida certa, o melhor ritmo, o melhor caminho é crucial...

Se por um lado, final de semana é hora de descanso, por outro, a semana é a hora de trabalhar, de resolver as coisas, de arregaçar as mangas da camisa e lutar! Sim lutamos essas luta diária sem que possamos perceber. Luto! Pois quando luto, sou capaz de vencer. Talvez, o tal cansaço que sentimos more nelas, nessas batalhas. Mas creio que a maior de todas as batalhas que travamos na vida é com nós mesmos. Estar com alta auto-estima, bem, capaz de sorrir e mais que sorrir, oferecer sorrisos, viver sem culpa é o grande desafio. Fala-se muito em amor ao próximo a despeito de todo este egoísmo que presenciamos. Fala-se muito em perdão! As pessoas falam muito em perdão, mas o primeiro perdão deve ser liberado a si próprio. Se você não está paz consigo, perdão é uma blasfêmia! Fala-se muito em amor, mas a exemplo do que penso sobre perdão, amor a si é essencial, sem o qual não há parâmetro funcional para amar o próximo. Amar o próximo como a quem? A si mesmo...

Por último quero declarar que não importa sua opinião sobre nada. Aliás, importa e, como importa. Mas não importa, o que importa é o que você faz com a opinião que tem. Qual a aplicabilidade dela na sua vida, se é aplicável passa ter o valor de uma vida, se não é... é só mais uma. Tenho uma visão apartidária, se eu puder carregar a bandeira da honestidade já significa muita coisa. Mas isso é apenas um exemplo, o importante é termos coragem de dizer não àquilo que vá contra nossos princípios. Saber dosar o momento e os ingredientes na subjetividade que viver impõe. Não existe pouco ou muito, frequência certa ou errada, essas medidas, intensidades se alternam à medida que você traça seus planos. Em paz com aquilo que se acredita, esperar a próxima sexta feira nem cansa tanto.

Um comentário: