domingo, 12 de dezembro de 2010

Agramatical



















Às vezes eu não quero pontuar as frases Nenhuma Nem as interrogativas vão me questionar Não, nem elas! às vezes não uso maiúsculas! as vezes eu nao quero por todos os acentos mas temo que pensem que nao sei acentuar. Por, vezes, não me, incomoda, a falta das vírgulas, e, ainda, prefiro dizer, que prefiro a ausência de uma vírgula do que o seu emprego indevido em uma frase oração subordinada substantiva objetiva direta completiva nominal adversativa causal conclusiva explicativa coordenada assindética por justaposição ou sindética aditiva adversativa cujo ser porventura possa ter esquecido ou talvez quem sabe só desistido de usá-la. Ah sim, falava sobre vírgula!


Mas vou confessar que eu só queria de volta, ao menos, o trema... ü!

Às vezes luto contra um anacoluto... e por mais que o sol brilhe. E você ame Diana... Diana, Fala Diana, fala que eu te escuto!

Às vezes não me importo em repetir várias vezes a mesma palavra em várias partes de um mesmo parágrafo de texto ou em várias coisas que eu escreva... ou mesmo em todos os parágrafos do mesmo texto! Às vezes me importo muito com isso e não tenho outra palavra para pôr no lugar... ainda que vasculhe meu léxico inteiro...

Sometimes eu uso alguns estrangeirismos. But... not always! Às vezes me importo muito com isso e não tenho outra palavra para pôr no lugar... ainda que vasculhe meu léxico inteiro... e às vezes eu repito frases!

Às vezes eu não dou importância aos conceitos de paragrafação que me ensinaram ou não na escola.

Não mesmo.

Nem ligo!

Às vezes dou bola e às vezes não dou bola...

Às vezes me irrito quando repito ou sou pressionado por força do hábito a rimar... às vezes não me importo com esta indelicadeza e até enxergo beleza onde não há... às vezes uso muito às vezes mas nem em todas as vezes preciso de acentuar... às vezes faço rimas no infinitivo que é o maior incentivo àqueles que não sabem rimar. Às vezes eu quero que nada rime. Odeio combinações que combine com que não se deve combinar... às vezes sou redundante e supérfluo, re-explicando o sentido de tudo que já ... que já... às vezes sou tão reticente que... dou a entender... que... que não sei... bom, sei lá...

Às vezes não concerto (conserto) os meus erros, deixo tudo como esta (está) ... às vezes quebro todas as regras impostas... noutras acho que tudo é proibido. Às vezes sou tão metafórico que deixo de ser humano e me torno a própria palavra. Noutras penso que sou o Messias, literalmente! A palavra se fez carne.

Às vezes sou tão antítese que sou a mais coerente das pessoas.

Às vezes sou tão aliterado que isso sem, que se perceba, soa super sem graça.

Às vezes sou tão silogista, (e por vezes até Neologista) como Sócrates. Sócrates morreu,

Sócrates era Silogista

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10 comentários:

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  2. Cansei do seu modo de pontuar nossa relação. Você erra achando que tudo é questão de respiração e esquece-se de que dependemos da estrutura sintática da nossa oração. Apenas aceito o uso da vírgula para marcar intercalação ou inversão. Até sua omissão recebe esse tipo de pontuação. Permito que você isole-me entre os teus sinais. Pode ser vocalizando-me em um vocativo, marcando alguma interpolação, ou considerando-me aposto da nossa conturbada relação. Use com indicação nas datas das cartas e aproveite para abusar na enumeração das nossas crises. Isole alguma expressão explicativa. Use suas vírgulas antes da conjunção MAS para indicar toda sua oposição. Isole todos os elementos da sua incansável repetição.

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  3. Thai... de tudo fica a certeza de que posso ser uma oração sem sujeito, mas não posso ser um sujeito sem oração. Estarei orando por vc, amém?! rs

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  4. Eu aposto o oposto. Sua ausência prejudica o predicado.

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  5. Mas a ausência não anula o verdadeiro e essa verdade não anula sua ausência.... Faça-se presente do meu indicativo, muito embora eu tenha sido muito mais imperativo do que pensara quando só via meu defeito ainda assim quando eu era mais que perfeito!

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  6. Você como sujeito pode conjugar o verbo que quiser. Não se faça ausente para que o sujeito seja inexistente. Tenha moral para não ser impessoal. E se assim o quiser, basta observar: você estará no singular. Mas admito você determinado numa composição citando “eu e você”, que ainda pode sofrer simplificação virando “nós”. Mas não quero ordens, não esteja no modo imperativo. Também não quero o óbvio. Não quero fatos perfeitos ou mais-que-perfeitos. Que toda sua dúvida e a incerteza, meu querido enunciador, mostrem toda sua insegurança sob forma hipotética: seja subjuntivo e não indicativo. Quem sabe assim no futuro do nosso presente você deixe de se enunciador e vire meu amor.

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  7. Estive pensando sobre as palavras e descobri que todas as palavras são mortas. Que eu, ou nós, é que damos vidas a elas. Não importa se verbos, adverbios, substantivos, adjetivos. Nada disso é real se não há um ser por detrás de cada uma delas. Pronome por exemplo... uma palavra que tem como uma de suas principais funções aparecer pro nome não se repetir. Sinônimo, contrário de antônimo.E antônimo é antônimo de sinônimo. Já o cntrário não! No amor é assim, se os oposto se atraem, sinônimos seriam conjulgues perfeitos os mais que perfeitos para antônimos. Mas a maior regra para o amor, enquanto sentimento abstrato, é que amor, por não ser calculável, jamais será exato. Costumo dizer que algumas palavras, se conjugadas, têm o poder de mudar uma vida; arriscar é uma delas; afinal, palavras em estado de dicionário como afirma Drummond, não ajudam a ninguém...

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  8. Sintaxe à vontade para dar vida às palavras. E dar vida ao meu sujeito que se perdeu mesmo entre orações. “As palavras quando conjugadas têm o poder de mudar uma vida.” Já parou para pensar que a mudança do lugar de uma palavra pode alterar completamente o sentido das nossas frases e interferir na nossa relação? Só você não chegou atrasado. Você não chegou atrasado só. Que a colocação não interfira na nossa expressão. Deslocar-se sem rumo é perder a expressividade, a clareza e, às vezes, a coerência. Vou mudar a posição, usando da topicalização ou justapondo palavras na focalização: De todos os seus comentários, o último é que recebe mais a minha admiração. Resta saber se a sua colocação exprime de verdade a sua disposição. E isso não precisa de conjugação (mera observação).

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  9. Ei!! Gostei do diálogo entre vocês dois, tanto quanto do texto!! rs Merece até uma postagem. Think about it. Diz aí, Messias, o texto "Agramatical" é de tua autoria? Abraço

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  10. Olá Márcio! Antes de mais nada, obrigado pela visita e pelo comentário. O textos acima é de minha autoria sim. Aliás, aqui quase todos são meus, um ou outro não são. Quanto ao nosso diálogo, sempre temos uns bons. Abraços e mais uma vez, valeu pelo contato!

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