terça-feira, 20 de abril de 2010

Do conhecimento


Quis o homem
descobrir o mundo
andou, pensou,
olhou, fez...

Quis o homem
descobrir o mundo
entristeceu-se
descobriu que estava nu!

terça-feira, 6 de abril de 2010

...Memórias...



Os antigos não deixaram muitas memórias
Deve ser por isso que suas histórias são tão bonitas
Nós, não teremos escolha!
Gigabytes, pen drives, VHS,s arquivos do Youtube
Contarão nossa história, de maneira nunca antes tão precisa
Que nossos netos nos compreendam, no mais:
Divirtam-se!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Para ser um bom Jornalista!

Quem fala o que quer...

Pois é, hoje, faleceu o jornalista Armando Nogueira, que nos vídeos abaixo, mostra a Milly Lacombi, como a experiência, a cautela, o cuidado com as palavras e a sabedoria, ajudam nesta profissão:




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quinta-feira, 25 de março de 2010

Circunstancial


Levando-se em consideração tua boca
Levando-se em consideração os teus olhos
Levando-se em consideração nossas falhas
Levando-se em consideração este vinho
Todos os nossos dias são poemas de amor

Entre o não querer e o querer
Há um espaço tão pequeno...
Olha nos meus olhos
E me faça entender...
Me mata a sede
Com este teu veneno
Que eu preciso beber

Entre o inferno e o paraíso
Levando-se em consideração
Todo nosso tão pouco juízo
Meu pecado é te perder

Entre o querer e o não querer
Há um espaço tão pequeno
que
Com os olhos fechados
Nem se pode perceber...

terça-feira, 23 de março de 2010

A cada um

Olá,

Bom, neste mês este blog completa um ano de existência. Confesso que já tive mais pique para publicar neste espaço. Confesso que já tive mais ânimo para ler outros blogs, confesso que ando sumido, e que se alguém da blogosfera, notou minha falta, ou mesmo está 'chateado' comigo por isso tem toda razão. Alguns motivos particulares, me distanciaram um pouco do mundo virtual, principalmente MSN, Twitter, blog...
Bom, de qualquer forma eu não posso deixar passar despercebido esta data... Muito embora, o blog esteja em baixa, nos ultimos dias, repito, não pro culpa de vocês, e sim por ausencia minha... Vamos comemorar este um ano sim! Vamos comemorar, pois, este espaço me rendeu amizades, comentários, contatos, histórias... Gostaria de agradecer, a fidelidade de alguns leitores como: Fabi Mariano, Paulo Branccini, Thaís SBA, entre outros. Gostaria de agradecer a todos os meus seguidores, aos que comentam e leem, aos que só leem, e os que só olham, aos que só entram e saem... a todos, pois é de todos este espaço...

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A cada um...



À mão que acena, um aceno
Ao barco que vai, o vento
Ao que não volta... sofrimento
Rodinhas à bicicleta do pequeno
Ao que parte de viagem, um abraço
Ao que se muda para longe, uma saudade
Ao que se vai, um espaço
E aos que ficam, lágrimas torrentes
Às vezes é só te libertando
Que consigo me ver livre do que me aprisiona
Às vezes é só te libertando
Que me liberto do que me mantém preso
Te solto, te deixo e me deixo livre...
Para sentir essa saudade boa
Enquanto não podemos ter uma verdade mais real...
À melodia dos teus olhos
A minha poesia mais bela
E a tudo que se fez cinza, aquarela!

terça-feira, 2 de março de 2010

... Uma história...


Ele era tímido, ambidestro...
Porém, era maestro
Maestria nas mãos...

Tímido, embora risonho
Ele era só sonho
Refém, da vaidade

Ela era coragem
Eficiência, bagagem
Ciência e luta

Ela era coração
Sentimento
Sofrimento completa

Complementos eram
Corpos, que não esperaram
Quimera! Queimara!

Hoje ele é cinza, que se joga fora
Ela, ranzinza,
Só mais uma história...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Escolhas



Decidir, quer dizer ter privilégio. Um privilégio que muitos gostariam de ter. E só os que o têm, desejariam não tê-lo...
Decidir...
Optar...
Escolher...
Eleger ...
Eliminar...
Resolver ...
Determinar...
Não importa que nome dê ao direito que lhe foi conferido de escolha, optar por uma coisa, significa abdicar-se de outra... Eliminar uma ou mais alternativas, para que se fique apenas com uma. Eleger um em detrimento do outro. Resolver entre eles. E, por fim, determinar os rumos de seu destino após a sua decisão
Fácil? Difícil... Muito difícil... Tanto que muitas vezes gostaríamos de acordar no dia seguinte e ver tudo pronto... Tudo já decidido, e preferencialmente que a decisão que foi escolhida, enquanto dormíamos tranquilamente, seja a mais perfeita e mais capaz de nos fazer felizes. Simples assim! Mas, feliz ou infelizmente não é assim!
Pesa nas nossas costas sempre o poder do livre arbítrio... para tudo! E então perdemos noites de sono pensando, pensando e pensando sobre aquilo que se deve pensar...
Este ou aquele
Este ou aquele
Este ou aquele
(Camargo e Camarguinho) ops, este ou aquele...
Alguém como quem quer ajudar lhe diz, sempre as mesmas frases feitas:
“tem que pesar...”
“Pensa direitinho”
“Analisa os prós e os contras...”
A gente faz cara de desagrado, mas a pessoa está certa, certíssima. Certa até demais, todavia, infelizmente tudo o que gostaríamos de ouvir é: marque a alternativa A! Marque a B! A correta é C. E isso, qualquer ser em sã consciência não ousa fazer! E responsabilidade por qualquer erro, ou cara quebrada é nossa! Nada mais justo! É a nossa vida que está em jogo...
Este ou Aquele? Este ou Aquele...
Embora a gramática tenha nos ensinado que o pronome demonstrativo Este, refere-se ao ser ou objeto que se encontra mais próximo ao seu interlocutor e Aquele, por sua vez, encontra mais distante... na prática isso não resolve de nada...
Pois uma vez que somos seres dotados de inteligência e capazes de nos locomover, percorrendo assim a distância de onde nos encontramos e podendo chegar até onde se encontra AQUELE que, deixará de imediato de ser AQUELE, uma vez que estará mais próximo deixando este status para o que até, então, denomina-se ESTE.
O fato é que tudo é questão de ponto de vista, o que é Este agora, pode amanhã ser Aquele...
Pois quem determina a proximidade para ambos, sou Eu.
Mas, relaxe! Não pense você, que está entre um e outro, que qualquer escolha que venha fazer será definitiva. Jamais! Nada é tão definitivo quanto parece.
Assinaturas, contratos, casamentos, acordos firmados, testemunhos, fiadores, SCPC, para tudo há um jeito, para tudo há uma anulação, uma rescisão – tenha sempre um bom advogado por perto - e saiba, NADA é definitivo. O fato de ter optado por algo agora, não quer, necessariamente dizer que essa sua alternativa manter-se-á até o fim. Depende muito de muitas coisas. Depende muito em que mãos estão as chaves, depende muito em quais mãos se encontram os gabaritos...
Nem a morte, caro colega, é algo tão definitivo... Uma vez que nascemos, fomos todos condenados a eternidade. Mas pense muito bem, pois a escolha é sua!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Todas Elas


Gosto de todas as mulheres
Cada uma delas tem a sua particular beleza
Cada uma delas
Marina, Camila, Antonia, Tereza...
Gosto de todas as mulheres
As loiras, as morenas, as ruivas, negras, as orientais
Gosto até mesmo das que nem ao menos se gostam
Aquelas um pouco artificiais
Gosto de todas as mulheres,
De social, de vestido, de biquíni, de shortinho
Gosto de todas elas, de saia, de terno, de farda
De pijama e até de casaquinho...
Gosto de todas as mulheres
As românticas, as provocantes, as sensuais
As atrevidas, as magras, as gordinhas, as raimundas
Que como tais, como mulheres, carregam em si
Dores profundas...
Gosto de todas as mulheres, as maliciosas, as simpáticas
As sérias e as divertidas, todos carregam no peito
Um grande amor, todas levam consigo muitas feridas
Gosto de todas as mulheres, já sonhei com milhares
Não passaram por minha vida muitas
Mas não passaram também as vulgares...
Gosto de todas as mulheres
Todas, todas, todas, sem acepção,
Todas merecem uma chance
Um romance, um perdão
Todas merecem uma oportunidade
De casamento, de aumento, de amor
De cumplicidade...
Gosto de todos os estilos
d as Roqueiras, das clássicas, das Eruditas
das sambistas, das funkeiras, das mal e benditas, (das freiras?)
Não gosto das que oferecem vantagens do Cartão,
E suas superpropostas exclusivas e costumeiras
Perdoai as vendedoras de telemarketing
Mas livrai-me das barraqueiras...
Gosto de todas as mulheres
As novas, as velhas, as mães, as avós
As pacientes, as histéricas e as loucas...
das quem amam um drama
das boas de prato, das boas de c...
todas têm sua função
Seu papel, sua finalidade...
Todas! As inteligentes, as bobinhas, as espertas, as certinhas
As erradas, as tortas,
as feitas, e até que, Deus as tenham,
As mortas...
Mas as mulheres que mais gosto
São aquelas cheias de vida
Aquelas que souberam visar um objetivo
E calaram com conquistas suas feridas
Aquelas que estão sorrindo, e deixam-nos bem
Com um simples bom dia
Aquelas que têm um brilho nos olhos
Saboneteiras, e covinhas...
Aquelas que cuidam dos seus cabelos
E que andam sempre perfumadas...
E aquelas que estão sempre pensando
Sonhando, amando, qualquer pessoa certa
E tantas vezes a mais errada
As mulheres que mais gosto
Têm um jeito de meninas
Têm um senso de humor elevado
Gostam de futebol, sem deixar de ser femininas
São corajosas, estrategistas, às vezes nervosas
Outras vezes, pessimistas
Devo ressaltar que as melhores são as solteiras
As difíceis e as independentes
Para as quais, por covardia, ou medo
Lhes faltam pretendentes...
Mas são lindas, e persistentes,
Dão às luz e vivem intensamente
Choram, Brigam e reclamam
As mulheres que mais AMO
São aquelas que se amam...!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Chuvas de Verão


*O texto é antigo, o assunto é antigo, mas...

Longe da tranqüilidade dos campos e da paz do interior
Em uma grande cidade qualquer
Não que fosse qualquer uma
Mas diante de tanto sofrimento, nem vale a pena mencionar
E os geógrafos assustados estão falando nos jornais
E os filhos desesperados nos braços dos seus pais
E o governo se mobiliza e faz um belo discurso pra passar na televisão
Depois eles esquecem são como chuvas de verão
Aí aparecem uns senhores com uns planos nuns papéis
Falando de infra-estrutura moderna
Mas se esquecem que ao invés
De ficar falando tanto, é preciso garantia
De que depois da madrugada, vai nascer outro dia
Cinco corpos soterrados, dez mil casas condenadas pela defesa civil
Vários desmoronamentos
A culpa é da chuva que sem avisar de repente caiu
Na área metropolitana a coisa é mais séria
As casas estão debaixo d'água e o povo na miséria
Eu vi canoas pra lá e pra cá
Eu vi gente enfrentando a lama pros seus móveis salvar
Eu vi carros... e vi crianças correndo perigo pensando se divertir
Eu vi um homem remando sobre uma porta pra salvar sua mulher
Eu..... só o que eu não vi, foi solução.... isso eu não vi!
A prefeitura decretou estado de calamidade pública
Mas as reformas não foram realizadas
E estamos com os impostos em dia
Falta competência? Não me compete falar!
Mas se não sabem decidir
Por que quiseram lá estar?
Vai ser votada uma medida, vão se passar alguns dias
Será que há saída? Não havendo solução, acho que é melhor esperar
Pois são chuvas de verão!!! E isso vai passar...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dualidades


Eu sou o canto que se ouve nos dias de sol
eu sou a lágrima que desce no rosto do pai ante a injustiça
eu sou as nuvens mais brancas nos céus mais azuis
eu sou o silêncio mais profundo quando os olhos se fecham
eu sou a palavra mais muda quando os lábios se tocam
eu sou a verdade mais doida quando as luzes se apagam
e a música mais precisa quando as mãos se desatam
eu sou o vento arrancando folhas por onde passa
os dentes mais brancos de um sorriso sem graça
e sou o velho que anda na rua devagar
e a criança que pula, grita e corre sem temer o amanhã
sou a grama mais verde de um bosque sem grama
sou o abraço mais apertado na hora da despedida
sou o carro mais rápido no mais desigual asfalto
sou mais um que grita, sou mais um que sonha alto
sou a alegria da mãe que amamenta
mas sou também a dor da vida que não agüenta
sou as montanhas mais altas que os olhos alcançam
sou as pernas das bailarinas que nunca se cansam
sou a precisão dos atiradores de elite
e sou a incerteza de um beijo no escuro!
Quis ser tanta coisa... no fim não sou nada
Sou a seta que te acerta e a torta estrada
O mergulho do homem em busca de nada
Os olhos que piscam
As mãos que rabiscam
Uma folha qualquer
Um corpo de mulher, linda, pelada
Sou a voz que te alcança
E a mão que te afaga
Sou a janela dos curiosos
O medo dos medrosos
Sou teu, sou Eu, mais nada!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Descoberta


Um dia descobri
Que parar o tempo
Não era quebrar o relógio
Ou segurar seus ponteiros
Parar o tempo
Era deixar a vida
Abraçar a morte
Mergulhar longe do alcance
Dizendo Adeus
Afinal não se pode parar o tempo
(não podemos)
Pelo contrário
O tempo é que nos pára
E por assim ser
Deixo no tempo essa poesia
Deixo no ar
Sem data de vencimento
Pois o homem não tem poder de ser eterno
Mas a palavra pode parar no tempo!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Desejo litorâneo


Ando comendo as palavras
Em um ritmo tão alucinante
que ainda devoro a ponta dos meus dedos
Não vou te contar em detalhe minha história.
Não por curta ser minha memória
É que tranco tudo no meu peito...
Como dominó, é meu efeito
Cada sílaba segue a derrubar a seguinte
A próxima palavra é sempre a mais esperada
E surge tantas vezes, sem a outra terminada
A minha pressa contrasta minha calma
Eu atropelo os dias de minha alma
Não planejo nadica de nada
E num estalo de dedos, decido meus enredos
Meus roteiros, meus finais
Tenho saudade da tua areia,
Das tuas ondas tão complexas, dos teus mimos
De toda alegria contida nos teus risos e carnavais
Falo pelos cotovelos e fantasio temporais
Vulcões, terremotos, maremotos
Nas manchetes de teus jornais
Para me ter justificado. Mentir pra si, sugere pecado!
Navego em rio de água doce
Embora salgada seja a Água que consumo
Estou na direção. Mas estou sem rumo
O vento, mais que eu, destina minha chegada
Se meu barco ainda não aportou no teu cais
É porque sou brasileiro, solteiro, prisioneiro, das Minas Gerais!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

... Ah, sim... o Ano Novo...


Se não houvessem tantas faltas o que moveria as minhas razões?
Eu não sei. A menina de cabelos vermelhos dança
E chacoalha seus pelos, já não importa se tenho um sorriso
Para lhe dar. Ela me deu um sorriso...
Meia dúzia de palavras sinceras ao pé dos ouvidos...
Verdades, desejos que, espero, se concretizem.
Eu desejei a sua felicidade.
Ela desejou a minha...
Mas nós não desejamos a Nossa.
Eu ia andando, na praça, na mesma praça... Aquela
Onde Nossa história não começou...
Naquela, onde não história ainda não acabou.
Muita gente. Gente bonita, de branco. De amarelo...
Cada um carregando em si, a esperança, nas roupas que vestem
Nos copos de bebida, nas latas de cerveja, nas taças de Champangnat...
Feliz Ano Novo! Uma voz me grita. Meus amigos vão, e um abraço fica...
Algumas lágrimas depois, alguns abraços depois... depois de olhos nos olhos
Beijos na Trave... Minha boca a procura da dela, a dela a procura da minha
E as duas a procura de não se acharem... Eis o ano novo.
Velha sintonia. Sempre o mesmo erro. Desencaixe...
Os amigos vão... Se perdem na multidão! Não notam que fiquei...
Em meio a milhares de pessoas de branco, onde estarão?
Eu fiquei. Fiquei por ela, perdido dos meus amigos...
E com ela a evitei. Ela permaneceu ali, distribuindo sorrisos
De uma verdade maior que Ano que teremos de enfrentar.
Nada importa agora. Eu não estava com ela, eu não estava com ninguém.
Por culpa de alguma coisa que a cabeça não explica.
Menos ainda, o coração...
O ano começou. O enredo é o mesmo.
Eu, no meio da multidão, me encontrava perdido!
*Texto meramente ilustrativo
*Feliz 2010 a todos...
* 20 por 10 é 2... Chega de um rs
* beba com moderação

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tentativa



É natal! É natal, cantarola o jornaleiro
É natal! E isso me faz pensar!
Penso enquanto protejo a vela do vento
Não te apagues, chama natalina...
Um grito não sei se verdadeiro ecoa aqui dentro!
Curioso é descobrir a singularidade deste espírito
que tanto nos une...
E passar o Natal junto, não significa passar o mesmo natal
Natal é como que uma coisa singular, cada um tem o seu...
Todos guardam na lembrança
a memória de um Natal bom
Todos!
Mulher, homem, velho, jovem, criança...
Um vinte cinco de Dezembro
Marcado por uma data
Que algum encanto estava no ar...
Os que não guardam. Inventam!
Os natais inventados são ainda melhores!
Pecado? Não!
Desça do salto da hipocrisia, é tempo de Natal!
E de... esperança?
Quem nunca inventou uma história?
Todos os anos, milhares de fatos...
Cores, crenças, costumes, amores, desencantos
Alegrias, tragédias, acontecimentos
Preparam novos Natais...
E todos têm em si uma verdade (quase) definitiva
guardam na lembrança Um Feliz Natal
A partir do qual, todo Natal é Tentativa...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Família Contemporânea



Os pais olham a criança feliz
E pensam atordoados:
É preciso cortar o mal pela raiz

E por sua vez
A criança nasce e já fica naquela:
Ou eu mato meus pais
Ou eles me jogam da janela...!






Pai joga filho do 18° andar e depois comete suicídio

Filho Mata pai para ficar com aposentadoria

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Velhos Jornais


Eu mudo como as fases da lua
E às vezes nem demoro tanto tempo assim
Não demore a dizer que me ama
Não procure novas casas em velhos jornais
Às vezes você diz que me quer
E eu já nem te quero mais!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lição


Os mortos descansam em paz
Quem descansam em paz?
Os mortos!
Sujeito é aquele que pratica a ação
Ainda que esteja morto!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Hoje em dia


Hoje em dia
Livro
É uma coisa que preenche os espaços vagos da estante
Revista
É um lugar onde atrizes ensinam a manter a boa forma
Cadeia
É um lugar onde não é permitida a entrada de parlamentares...
Celular
É um lugar onde armazenamos nossas vidas
E chique mesmo é morar fora de casa!
Hoje em dia
Comer
É só um detalhe
A mesa fica vazia,
Porque sem ninguém na casa, esta fica fechada
Hoje em dia
Falar corretamente é cafona
Boa música tem que ter uma gostosona
E temos a impressão de que ser ou não bom dá na mesma
É só fachada
Porque não existe mais coisas como antes...
Foi-se o tempo em que havia bons programas de humor
E que TV era coisa pra família
Pai, mãe, filho, avo, avó e namorada
Sim! Foi-se o tempo em que
Um porque,
Por quê,
Por que ou o porquê errado me irritava
Hoje em dia
A internet distancia as pessoas que se julgam próximas
(e não vivemos mais sem isso)
E a globalização... É uma grande piada!
Sem contar nas peças que a vida prega
Para toda exceção existe uma regra,
Inclusive para esta que diz, que para toda regra há uma exceção
E digo mais:
Compressa
é um ato que se consuma devagar
Glande
é uma pequena parte de um grande corpo
Os grandes lábios
ficam longe da boca... quase sempre!
E o canal deferente
é igual em todos os homens
Breganha
é a palavra que usamos quando houve uma barganha de palavras
Agente
é um ser singularizado em sua profissão
Hoje em dia, o verbo dar,
tem se tornado intransitivo! (sentido completo)
E o meu principal motivo...
É na vida, transitar...
Até que chegue o amanhã...!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Menina Veneno (Analisando a Letra)



Meia-noite no meu quarto, ela vai subir
Meia-noite no quarto dele, e em Brasília, zero hora!
ouço passos na escada, vejo a porta abrir
um abajur cor de carne, um lençol azul
Um abajur cor de quê? Carne? Putz! Que cafona!
Mas assim, carne vermelha ou branca? Assada ou cozida?

cortinas de seda, o seu corpo nu
(Não adianta agora querer
Consertar com cortinas de seda, nada mais se salva em
Um lugar com um abajur cor de carne..)
“O seu corpo nu” Ela já subiu toda, toda, “como veio ao mundo”

menina veneno o mundo é pequeno demais para nós dois
Renego. Reluto. Esforço-me para acreditar, que este Veneno, da menina,
É só pra rimar com pequeno...

em toda cama que eu durmo
só dá você
só dá você
só dá você
pelo contexto, não estranharia se o pronome antecipasse o verbo...
De maneira que...
“Em toda cama que eu durmo
Só você dá...
Só você dá...
Só você dá... a a a a a”
Ah, neste caso, a repetição do a, no final
Substituiria do “e”, “e”, “e,” “e” do só dá você e e e e, sabe?
Já percebeu como adoram este recurso, de irem repetindo
Os Es e As???

seus olhos verdes no espelho,
brilham para mim
(Nem vou comentar, só porque gosto de olhos verdes)
seu corpo inteiro é um prazer
do princípio ao sim
(onde é que fica esse sim, hein?
Bom, se pensarmos na cabeça como principio, o sim, talvez, fossem, os pés
Ou vice-versa?
Ta, que poderíamos entender, o Sim, como uma permissão
Mas haveria, dúvidas? Se ela é quem o procura?
Se ela se apresenta tão disposta, não diria um Não, pra ele...)

sozinho no meu quarto
eu acordo sem você
Curtiram essa parte, né?!
“SOZINHO no meu quarto
Eu acordo sem VOCÊ”
Ah, sério?! Estranho seria se SOZINHO

Você acordasse com ELA
Uma vez que está sozinho
Não está com você!!!
Afinal de contas, SOZINHO é sozinho
Portanto, acorda sem você, sem ela,
Sem Menina, sem o Veneno, sem entorpecentes
Sem NINGUÉM!

fico falando pras paredes até anoitecer
Bom, ele fica falando pras paredes até anoitecer...
Já pararam para pensar na vida desse sujeito?
Esse cara não faz mais nada da vida, concordam?
Sim, se acorda, “Sozinho sem Você”, supõe-se que é de manhã
E fica falando para as paredes até o anoitecer...
Que tempo lhe sobra para outras atividades?
Sim, pois se ele fica falando pras paredes até o anoitecer...
Anoitece, a Menina Veneno chega de novo, é um ciclo!
Haja saco! Desculpe! Haja ouvidos...
Depois, de Menina Veneno, o bordão:

“As paredes têm ouvidos”, passou a ter sentido literal!!!
menina veneno,
você tem um jeito sereno de ser
claro, sereno e tranqüilo, observem:
em toda noite no meu quarto vem me entorpecer
(Sim, além, de a Menina Veneno, usar entorpecentes
Ainda vem entorpecer o rapaz – que convenhamos
Não deve ser lá grande coisa – pois sequer trabalha
Como ficou comprovado nos seus desabafos com a parede)

me entorpecer (2x)
Me entorpecer, repete mais duas vezes
O que pode causar uma overdose nele a qualquer instante!
Ia dizer, dependência, mas, este, já é dependente
Pois: “em toda noite no meu quarto”
Passou de uma vez, não é mais curiosidade,
Nem experimento, é vicio!

você vem não sei de onde
Reflete a perda de valores
Com uma qualquer!
Só porque tem os olhos verdes
...

eu sei, vem me amar
eu nem sei qual seu nome
Não sabe nem o nome, vem reforçar
mas nem preciso chamar
Algumas considerações:
E como deixa uma estranha, entrar em sua casa?
E ir subindo escadas e tudo mais?!
Sim, bateu na porta, tocou a campainha???
Não! Pois ele estava já no quarto, quiçá na cama
A espera da Menina Veneno, com sua bolsa
Cheia de entorpecentes... E, depois, do quando ele acorda
Ela já se foi... Coitado, nem viu nada, dopado que estava!
E chora pras paredes o dia inteiro!

menina veneno
(Menina Veneno, está te matando meu amigo)
você tem um jeito sereno de ser,
em toda noite no meu quarto
vem me entorpecer
me entorpecer (2x)

Menina veneno ...

Na verdade, na verdade mesmo,
esse cara se entorpece sozinho,
não tem menina coisíssima nenhuma,
é tudo alucinação da cabeça do coitado...
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Menina_Veneno


"Menina Veneno" é uma canção interpretada por Ritchie, cantor e compositor inglês radicado no Brasil, escrita em parceria com Bernardo Vilhena e lançada no ano de 1983 no álbum "Vôo de Coração", pela gravadora Sony. A música é um rock-pop misturado a MPB e possui um solo harmônico de saxofone em sua versão original.

É uma canção executada nas rádios até os dias de hoje e ja foi regravada por grandes ícones da música brasileira, como Rita Lee e Zezé di Camargo & Luciano.

Foi a canção mais tocada no ano de 1983 nas rádios do Brasil.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nova-mente


É comum demais na vida
A gente querer um tempo pra gente
Sentar-se só em lugar nenhum
Porque qualquer lugar é lugar
Quando tudo o que se precisa é você
Nesses momentos, um resumão da sua vida
Lhe é apresentando por você
Que é ao mesmo tempo apresentador de slides
Com trilha sonora à gosto
E telespectador
E cada slide mostra você de uma forma
Rindo, chorando, feliz, impaciente
Rouco, bem acompanhado...
É como se nesse momento disséssemos para nós
Enquanto apresentadores:
Volta esse... pula esse – queria parar o tempo nesse!
Estava feliz! Eu era feliz...
Depois acaba essa fase e chega-se a uma conclusão:
Preciso de uns minutos pra chorar
E você – apresentador – dá um tapinha nas suas costas
E diz pra você: tudo bem, vai lá!
Pois nesse momento, se precisa chorar mesmo
Pois no choro mora um segredo grande
Após o choro tem-se uma sensação de conforto
De alívio, de esperança...
Sim, a gente enxuga as lágrimas e se olha no espelho
Como quem diz: pára! Já chega!
Verifica alguns traços do rosto
que revelam que o tempo está passando rapidamente
respira fundo... e diz: vamos lá!
Como que dando um chacoalhão em si mesmo
Nesse momento a gente acredita que tudo vai mudar
Sai renovado por um instante diante do espelho
Como quem tira uma roupa suja de barro
E toma um banho demorado no banheiro
E se delicia com o vapor...
Como quem troca a carcaça
Como em dia chuvoso... que depois surge o sol
E as arvores são verdes e tudo é paz...
É nessas horas que a gente pensa que não tem nada
E percebe que muito do que a gente precisa
Está ao nosso alcance
Não, não podemos controlar as pessoas
Fazer com que nos amem
Deixar de sofrer
A vida parece estar a todo tirando da gente sempre
A parte que a gente mais quer
Tiram tudo da gente
Roubam a gente em cada segundo
Ferem o coração a todo instante
Cortam, maltratam...
Mas o bem maior está aqui dentro
É olhando para dentro que se vê melhor o que está de fora
E isso ninguém vai poder tirar de nós
Nenhum rei, político, papa, povo, presidente...
Sei que também não deixa de ser uma sensação passageira
E me conforta saber que depois posso chorar de novo, nova-mente!